Os Sistemas Individuais de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente (SIGFI) levam eletricidade a locais isolados que não possuem acesso à rede convencional. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regulamenta esses sistemas em todo o país.
Na prática, o modelo utiliza fontes renováveis, como energia solar ou eólica. Além disso, inclui baterias para garantir o fornecimento de energia mesmo quando não há geração.
Por isso, o SIGFI destaca a importância do armazenamento no setor elétrico. As baterias armazenam a energia gerada durante o dia e permitem seu uso em outros momentos. Assim, os sistemas oferecem mais autonomia e ampliam o acesso à eletricidade em regiões remotas.
Como funciona o sistema SIGFI
O SIGFI atende apenas uma unidade consumidora, como uma residência ou pequeno estabelecimento. Portanto, cada sistema é dimensionado conforme a necessidade de consumo.
O conjunto normalmente inclui módulos fotovoltaicos, controlador de carga, inversor e banco de baterias. Durante o dia, os painéis geram energia para uso imediato. Ao mesmo tempo, o sistema armazena o excedente nas baterias. Depois, essa energia pode ser utilizada à noite ou em períodos sem geração.
Solução para regiões sem rede elétrica
Sistemas SIGFI ajudam a ampliar o acesso à energia em regiões remotas. Por exemplo, programas de eletrificação rural utilizam essa tecnologia para atender comunidades isoladas.
Um dos principais exemplos é o Programa Luz para Todos. A iniciativa leva energia a áreas rurais, ribeirinhas e localidades de difícil acesso.
Nesses casos, o sistema isolado evita a necessidade de expandir redes elétricas por longas distâncias. Dessa forma, o fornecimento de energia se torna mais viável e eficiente.
Armazenamento ganha espaço no setor elétrico
O funcionamento do SIGFI mostra uma tendência clara no setor energético. O uso de sistemas de armazenamento cresce rapidamente, principalmente com o avanço das fontes renováveis.
Além disso, as baterias ajudam a equilibrar a geração intermitente da energia solar e eólica. Como resultado, o sistema elétrico ganha mais estabilidade.
Assim, soluções como o SIGFI demonstram na prática como o armazenamento pode ampliar o acesso à eletricidade e fortalecer a transição energética.